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Mudar o passado

Já parou para pensar como nosso instinto coloca-nos em situações controversas? Vivemos pensando em como seria interessante mudar alguns acontecimentos do passado, ou quem sabe então, pincelá-los com mais cores. Porém, não percebemos o tempo perdido pensando em algo impossível. Assim, deixamos inconscientemente decair nossa autoridade em relação ao presente, para que por vaidade da mente, desejemos mudá-lo sempre, mas, de outro ângulo no qual somos expectadores e não atores culpados pelos erros contínuos. A possibilidade de mudar o passado nos tornaria dependentes de uma vida monótona.

Com limite, viajar na ficção de como seria voltar no tempo é até benéfico, mas, sem exageros! Se pensarmos muito o perderemos. Faz sentido, não é mesmo? Voltar, parar ou adiantar o tempo, eis uma corriqueira ilusão! Uma forma imaginária de fugir do impossível, seja a consequência de um erro, o arrependimento de algo não realizado ou simplesmente o anseio de uma ocasião oportuna. Querendo ou não, giramos em torno do tempo perdido, do tempo que não passa, enquanto na fila do banco imaginamos nosso próprio tempo com alguém que levou muito tempo para esquecermos…

O tempo já passou faz tempo, acabou na última estrofe de um poeta solitário. Nasceu no riso de uma nova vida e modificou a visão de ilustres pensadores… O tempo é a essência de cada segundo, de cada ideia… Somado ao futuro, abrange expectativas. Mas, comparando ao passado, nos torna passivo frente àquilo que por tanto desejamos… Embora sempre leve um pedaço de nossa vitalidade, aliados ao tempo, encontramos a solução para nós mesmos.

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